Como cada um e todo mundo

Pessoa nefasta que saiu há pouco da minha vida está de aniversário. E está com outra pessoa. Como eu sei não vem ao caso.

E isso começou a doer muito, muito, ontem à noite. A ponto de dar duas da manhã e eu não conseguir dormir. Até que eu gritei pra migo mesma: “Não!” Não era possível. Não era um cara escroto num relacionamento superbreve que estava me deixando assim. E pouco me importava com quem ele estivesse, eu não tenho esse tipo de ciúme. Aí a porra da ficha caiu.

O problema não é ele ter ido – apesar de como sempre eu ter dado o meu melhor, apesar da violência da despedida e das agressões. A questão é que eu tenho 37, Exposo está dando outro rumo para sua vida, não posso confiar na minha família, mas, como todo mundo, não quero ficar sozinha.

Tão básico, não? Mas para mim teve o impacto de uma bofetada. Chorei um bocado, um choro soluçado que esperou muito para sair do meu peito. Só parei porque quase acordei o Exposo.

É tão patético. Tenho quase quarenta anos e quero um namorado. Alguém pra mandar torpedo no meio do dia, pra discutir as noticias do dia à noite, pra  planejar fim de semana. Porque talvez eu já tenha dito: nunca tive um.  Tive uma dezena de amantes e um marido. Namorado, não.

Sinto-me o cúmulo do banal. Um caso típico de psicanálise. Tenho vergonha de mim mesma.

1 Comentário

  1. Liga o botão do foda-se, amiga…


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